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Remédios para emagrecer viciam?

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
1. Quem pode tomar esses medicamentos? 
Remédios para emagrecer são indicados para pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30. Se o paciente é portador de doenças que podem se agravar com o sobrepeso, como hipertensão ou diabetes, os remédios são recomendados se o IMC estiver acima de 25. Para saber seu IMC, divida seu peso pela altura. Divida o resultado novamente pela altura. Ex.: PESO/ALTURA/ALTURA = IMC (60 kg/1,70 m/1,70 m = 20 IMC)

2. Como eles agem no corpo?

Há quatro categorias de remédios usados em tratamentos para emagrecer:
- Sibutramina: age no cérebro, aumentando a sensação de saciedade após a ingestão dos alimentos. O uso por longos períodos pode causar agitação, insônia e doenças cardíacas.
- Anfetaminas: são os inibidores de apetite. Há no mercado três substâncias nessa categoria: anfepramona, femproporex e mazindol. Elas podem causar mau humor, irritação, agitação, confusões mentais e até paranoia.
- Orlistat: é a substância do Xenical. Ela age no intestino, reduzindo a absorção de gordura.
- Adjuvantes: são os remédios antidepressivos e anticonvulsivos, ministrados para elevar a autoestima e minimizar a necessidade de ingerir alimentos para melhorar o humor.

3. Quais deles causam dependência? 
As anfetaminas. No cérebro, elas aumentam o fluxo dos hormônios responsáveis pelo desejo de comer. Quanto mais hormônios, menor a fome. Se ingeridas por muito tempo, as anfetaminas acostumam o cérebro a uma atividade hormonal acima do normal, causando a dependência. Por isso, especialistas recomendam que o tratamento não passe de três meses e seja acompanhado por reeducação alimentar e atividades físicas.

4. Posso combinar substâncias?

Vários médicos oferecem fórmulas que aliam essas substâncias a laxantes, diuréticos e fitoterápicos. Os endocrinologistas não recomendam. Essas fórmulas podem trazer substâncias que causam dependência química sem o conhecimento e o aval do paciente. A receita deve conter apenas uma substância.
8 respostas sobre remédios para emagrecer
Remédios para emagrecer podem causar dependência. Atente-se!
Foto: Getty Images
5. Como saber se estou viciada?

É possível detectar a dependência quando há a necessidade de tomar os remédios não mais para a perda de peso, mas para manter o pique acelerado causado por eles. Ao parar de tomar a medicação, a pessoa entra em estado de depressão e não encontra forças para encarar o cotidiano sem os remédios.

6. É possível vencer sozinha esse vício?

Há quem pare por conta própria, mas são exceções. Ao se tornar dependente, o paciente entra em um círculo vicioso em que somente a ingestão do remédio o deixa feliz. É um transtorno mental semelhante ao de dependentes químicos. Deve-se procurar ajuda profissional.

7. Quais são os tratamentos?

Há dois tipos. Um é o da ajuda mútua, em grupos de Narcóticos Anônimos, a partir do relato de superação de ex-dependentes. Já o tratamento profissional é feito em ambulatórios de hospitais universitários. As equipes de endocrinologistas, psiquiatras, psicólogos e nutricionistas ministram antidepressivos para melhorar o humor, aliados à reeducação alimentar e exercícios físicos.

8. Onde procurar ajuda? 
O primeiro passo é ir a um posto de saúde. Lá, eles encaminham para a unidade de tratamento de dependentes químicos mais próxima. Outra opção é o Centro de Ajuda Psicossocial para Álcool e Drogas (CAPSad). Veja a lista completa em www.senad.org.br

Fontes: endocrinologistas Pedro Saddi (Unifesp), Sílvia Brasiliano (Hospital das Clínicas/USP) e Rosana Radominski (presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica - Abeso) 

Provocar diarreia é bulimia também

terça-feira, 19 de janeiro de 2016



O que é Bulimia?

A bulimia é um distúrbio alimentar no qual uma pessoa oscila entre a ingestão exagerada de alimentos, com um sentimento de perda de controle sobre a alimentação, e episódios de vômitos ou abusos de laxantes para impedir o ganho de peso. Pessoas com bulimia estão sempre preocupadas com a aparência, principalmente com o peso.

Causas

A causa exata da bulimia ainda é desconhecida. Trata-se de um transtorno de alimentação e, por isso, muitos fatores podem estar envolvidos nos motivos que levam à sua ocorrência.
A influência exercida pela mídia sobre o comportamento e o padrão de beleza das pessoas também pode estar entre as possíveis causas da bulimia. O culto ao corpo magro e o desprezo às pessoas acima do peso pregado pela indústria da beleza e da moda, aparentemente, levam milhões de pessoas em todo o mundo a apresentar quadros de bulimia.
Dessa forma, a bulimia é um distúrbio de imagem, no qual o paciente não consegue aceitar seu corpo da forma como ele é, ou tem a impressão de que está acima do peso em níveis acima da realidade. Isso pode levar a um quadro de ansiedade, que faz a pessoa buscar maneiras bruscas de perder peso rapidamente, ao mesmo tempo em que busca conforto na comida.
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Fatores de risco

Fatores genéticos, psicológicos, traumáticos, familiares, sociais ou culturais podem contribuir para seu desenvolvimento. A bulimia provavelmente ocorre devido a mais de um fator.
A bulimia afeta muito mais mulheres do que homens e é mais comum em mulheres adolescentes e em jovens adultas.
A genética também pode ser um fator de risco para a bulimia. Estudos mostram que ter um parente com bulimia pode favorecer o desenvolvimento da doença. No entanto, ainda não está certo se é um fator genético que predispõe à bulimia ou o comportamento familiar que favorece a doença.

:fonte

Minha experiência com medicamentos para emagrecer - 2

domingo, 17 de janeiro de 2016


Depois do Femproporex, a nova promessa de sucesso para perder peso foi a SIBUTRAMINA.
Depois de meses fazendo dieta e em depressão profunda, eu comecei tomar sibutramina, mas misturada à outros medicamentos.
Eu suava muito e fiquei por um bom tempo me sentindo zonza, com fraqueza muscular e com muita sonolência.
Na fórmula que a médica me receitou havia FLUOXETINA e METFORMINA ou seja um coquetel molotov.
Passei 3 anos magra e tomando a medicação sem parar, vivia triste, confusa, e com a sensação de que eu não era dona de mim mesma. Vivia nervosa, aflita, com falta de ar, e com uma depressão profunda, que afastou meu marido, vivia brigando e me afastando cada vez mais das pessoas, e me sentindo sempre muito 
 A Fluoxetina é um medicamento com finalidade antidepressiva que pode ajudar no processo de emagrecimento, pois este é um dos seus efeitos colaterais. Trata- se de é um medicamento utilizado no tratamento de doenças como:
  • Depressão
  • Bulimia nervosa
  • TOC (transtorno obsessivo compulsivo)
  • Transtorno menstrual
Ela não possui atuação direta no controle do apetite, pois serve para tratar a ansiedade e a depressão. Justamente por isso, a Fluoxetina causa o emagrecimento uma vez que auxilia no controle da ansiedade.
Quem sofre de ansiedade normalmente come muito, principalmente guloseimas e alimentos fora de horário. Como a Fluoxetina trabalha no controle da ansiedade, a pedra dessa compulsão acabará ajudando no processo de emagrecimento.
Fluoxetina atua diretamente na recaptação da serotonina, que é uma substância de grande importância no controle do humor e da sensação de bem – estar. Os pacientes que estão sob tratamento com a Fluoxetina se mostram mais satisfeitos com sua própria imagem e ficam menos ansiosos.
Efeitos colaterais da Fluoxetina
Como a maioria dos medicamentos, era de se esperar que houvessem diversos efeitos colaterais causados pelo uso da Fluoxetina. Entre eles, os mais comuns são:
  • Boca seca
  • Confusão mental
  • Aumento da produção de leite materno
  • Sangramento vaginal fora do ciclo menstrual
  • Fadiga
  • Inibição do apetite
  • Tremores
  • Alterações de humor
  • Enjoo
  • Diarreia
A Fluoxetina não costuma causar sonolência, porém no início do tratamento, é possível que se sinta um pouco mais sonolento. Porém ao longo do tratamento essa sonolência acaba.
Contra indicação da Fluoxetina
Fluoxetina está contra indicada para lactantes e para os indivíduos que estiverem fazendo uso de medicamentos da classe de inibidores de Monoaminoxidase 
Durante o uso da Fluoxetina não se deve fazer ingestão de bebidas alcoólicas. Diabéticos também precisam passar longe deste medicamento, pois ele causa hipoglicemia.
O pior de tudo é que foi um psiquiatra que me receitou os medicamentos.
Eu não trabalhava, não conseguia me concentrar em nada e estar magra, só me trazia infelicidade, porque quando eu parava de tomar os medicamentos, eu engordava tanto quanto tinha emagrecido.
Meu pior momento em relação a essa experiência especificamente, foi quando tentei o suicidio.
Minha vida estava vazia, triste eu vivia chorando, eu ia de euforia extrema a um grande vazio, só porque minha queria ficar com 50 quilos. Eu arrumava problema por nada, não conseguia falar sem gritar e fui aos poucos perdendo amigos, casamento, e até meu interesse pelo que mais amo fazer na vida. 
Se eu dissesse isso para alguém iam me chamar de mentirosa e que eu estava dando desculpas para justificar minhas loucuras...
E sim eu fiquei louca
Só Deus sabe.
Remédios são como drogas, como maconha ou qualquer coisa que cause dependência.
Num mundo onde a imagem é tudo, eu fiz e experimentei todos os medicamentos proibidos para perder e manter o peso, mas sei o que esses medicamentos fizeram comigo.
Não posso generalizar... algumas pessoas precisam da medicação, mas quando o medicamento é a única forma de controlar sua fome, sua gula, sua motivação para emagrecer, então é hora de buscar ajuda.
O mesmo remédio que pode curar, também pode matar.









Minha experiência com remédios para emagrecer - parte 1

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
O que chamamos de Bullying hoje, na minha adolescência era zoação.
Mas mudam os tempos, mudam os nomes, mas a dor é a mesma.
Sempre fui gordinha, troncuda, usava óculos para miopia, e saias de escola compridas.
Bete a feia.
Todos os dias, nos corredores, no intervalo, no recreio eu sofria... tinha pesadelos e chorava toda vez que via o dia amanhecendo, porque aquilo significava ir à escola.
Embora eu fosse uma boa aluna e tivesse amigos, eu era a gorda da turma, pela qual eu fazia de tudo para pertencer. Puxava saco de quem achava que deveria, dava cola nas provas, tentava me enturmar, mas nada dava certo - eu continuava sendo motivo de piada.
E doía demais!
Nunca aceitei meu corpo, por causa disso, perdi muita coisa - por não achar que merecesse amor.
Meu corpo era meu castigo...
Eu imaginava que, enquanto não perdesse peso, não poderia ser feliz!
Chorava escondido,
ficava sem comer,
até cheguei a arrumar atestados médicos para não fazer aulas de educação física.
Via as meninas da minha faixa etária, magras, arrumadas, vaidosas e eu nunca havia nem passado batom até os 13 anos de idade.
Um dia uma menina da escola me defendeu, gritando com uma turminha que me chamava de baleia.
Sempre fui muito emotiva, e só o que consegui fazer, foi chorar.
Mas confesso que ter 13 anos e ser tão desprezada, por ser gorda, me trouxe um medo de ser amada, eu estava completamente fora dos padrões... quando algum menino resolvia olhar para o meu rosto dizia que eu era bonita, mas era só, um deles chegou a dizer que eu tinha o rosto muito bonito, mas que pena, o que estragava é que eu era GORDA.
Isso acontecia em casa também - meu apelido em casa era "orca a baleia assassina" - sempre que alguma coisa acontecia, eu ouvia essa frase infeliz, e não conseguia me defender - por medo, por covardia, por achar que eu merecia.
Por muitas e muitas vezes eu pedi a Deus pra morrer, porque não era compativel, com os colegas.
Aos 14 anos, minha tia Lecy, me viu chorando uma vez, e perguntou o que havia acontecido e vi, naquele momento uma oportunidade de pedir ajuda, então contei tudo.
Pra me ajudar ela me disse que aquilo ia passar, e que eu  precisava fazer dieta.
Deu certo!
Eliminei peso e fiquei linda! Minha auto estima melhorou e na minha festa de 15 anos, fiquei com o cara mais bonito do meu grupo de adolescentes da Igreja!
Ele precisou voltar com o pai para São Paulo, depois de 6 meses, e daí, começou tudo de novo...
Aos 16, baixinha, e usando óculos fundo de garrafa, eu estava pesando 70 quilos.
E N O R M E - para uma pessoa pequena.
Uma aluna da oitava série começou a vender remédios para emagrecer, e eu comprei, em pouco tempo estava magra de novo - linda, eu tinha orgulho de mim, passei a ser mais confiante e todo mundo me elogiava.
Aos 18, descobri o FEMPROPOREX  e fiquei totalmente viciada no remédio.
Acontece que mudamos de bairro e meu "fornecedor" não podia mais mandar o remédio pra mim.
Cheguei a. pesar 80 Kg e junto, todas as dores, a baixo auto estima e a sensação de que eu nunca iria ser feliz, se fosse gorda.
Aos 19, eu estava fazendo o Curso de Formação de Professores e consegui um estágio numa Escola aqui perto de casa e com isso como grande parte das mulheres, nunca está satisfeita com o peso,as conversas na grande maioria das vezes giravam em torno de..."tomei isso", "estou tomando isso e já perdi dois quilos em uma semana", fulano consegue o medicamento", fui no Doutor Caveirinha e perdi 15 quilos em 1 mês"... então, como uma forma de voltar a ser magra o mais rápido possivel, fui ao tal doutor caveirinha,, ele mal olhou na minha cara, me fez perguntas rápidas e eu peguei o remédio lá mesmo!
Sim, eu perdi peso, mas estava cada vez mais fraca, desanimada e muito, muito deprimida.
Fiquei doente, com problemas respiratórios, uma enxaqueca que me fazia faltar o trabalho, e um dia, de tanto vomitar, por só sentir o cheiro da comida, sentei e comecei a chorar no chão do banheiro,
nunca me senti tão triste.
Drogada, era isso que eu estava fazendo, me drogando, desrespeitando minha vida, meu corpo,
Anfepramona e Femproporex juntos, são suicidio na certa.
Minha pressão estava sempre muito baixa e até no trabalho eu mudei.
Parei por conta própria, porque a sensação que eu tinha é de que iria morrer.

 

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